2.7.09

Sábado, dia das feiras

Desde muito pequenina que viajo para fora com o meu irmão e os meus pais.

Sempre invejei a movida espanhola, o prazer dos galegos ccom os lanches nas esplanadas ao pôr-do-sol das Rias Bajas ou dos madrilenos e os seus bótellons na Plaza Real, a alegria partilhada dos londrinos nos fins de dia laborais nos pubs fumarentos, o savoir vivre dos parisienses e os longos pic-nics nas margens do Sena, os marchés aux puces franceses, os mercados vibrantes ingleses.

O Porto acorda, talvez demasiado tarde, mas acorda.

Este próximo sábado, dia 4, será um bom dia para compras em segunda mão, para passear nos parques à sombra das tílias, para descer à Baixa e saborear uma cidade que só agora começa a renascer para os seus habitantes.


As minhas propostas são as seguintes,

Feira de Artesanato Urbano do Palácio de Cristal, na Avenida das Tílias
Feira Porto Belo, na Praça Carlos Alberto, junto ao maravilhoso quiosque encarnado
Feira Laica, do nosso amigo Marcos Farrajota, n'A Mula Ruge, Espaço Campanhã
Mercado de stock em segunda mão, no Armazém do Chá

Feira de Artesanato Urbano da Galeria de Paris
Inaugurações Simultâneas no Circuito Cultural de Miguel Bombarda e ruas adjacentes
(com visita obrigatória à minha Kuri Kuri, no número 242 da rua do rosário)

30.6.09

Marcha Independente



A reportagem fotográfica do simpatizante e amigo Pedro Varela














A reportagem videográfica do marchante e membro-fundador da nossa Marcha,
Pedro Papi Cancela.

aqui

aqui
e
aqui



O magistral arco



A formatura em linha



Fotografia com admirador e sardinha




Pausa para descanso dos marchantes
(caldo verde e maduro tinto)



À sombra da fogueira



A Comissão agradece e enaltece a boa-disposição dos marchantes, amigos e simpatizantes da nossa muito querida Marcha.

Ontem fomos dois, hoje somos sete e amanhã seremos mil.
A Comissão Independente das Festas de São Pedro 2009

26.6.09

Trouver la famille sur le myface, bon ouais, facebook, c'est genial

Laura Urhausen, cousine


Jess Fernandes, cousine


Jess et Chris, cousins


Claudia Urhausen et Jess, cousines


22.6.09

Félicitations!







no chien qui fume, na rua do almada, infelizmente, não em paris.

Procurar alegria nos lugares mais tristes

Este fim-de-semana, workshop de origami (correu muito bem), feira do cânhamo na alfândega (fraquinha, fraquinha), feira medieval com vista para o rio douro (comprei mel de chocolate a um valenciano com sotaque galego, aspecto delicioso e sabor ainda melhor), jantar com demasiada sangria no taipas e feijões, na ribeira, domingo inteiro no quintal a ler os fantoches, jantar indiano à sombra das nossas árvores.


Hoje leio the end of imagination, da Arundhati Roy,

Amar. Ser amado. Nunca esquecer a nossa própria insignificância. Nunca nos habituarmos à violência indescritível e à disparidade grosseira da vida à nossa volta. Procurar alegria nos lugares mais tristes. Perseguir a beleza até à sua sepultura. Nunca simplificar o que é complicado nem complicar o que é simples. Respeitar a força, nunca o poder. Acima de tudo, observar. Tentar compreender. Nunca desviar o olhar. E nunca, nunca esquecer.

19.6.09

Não, não tenho pornografia japonesa.


Estou tão farta que me venham perguntar se tenho Hentai e Yaoi.

NÃO TENHO E NÃO TENCIONO TER.

Se vocês vissem o aspecto de quem me pergunta entenderiam.
Olhares cavernosos dirigidos ao fundo da loja (confundem a casa-de-banho com uma cabine?!), as típicas calças coçadas de fazenda castanha, a voz melosa de quem não fala com ninguém vai para mais de uma semana.

A menina conhece a loja erótica da Trindade?

(acabou mesmo agora de sair mais um cliente desiludido).

18.6.09

A SKIN TOO FEW




O brilhante documentário sobre Nick Drake, um dos melhores compositores do seu século.

(Passo dias inteiros a ouvi-lo)

16.6.09

Kanojo wa honto ni i ko de ne















O que se sente perante uma artista da qual se admira profundamente o trabalho, se aguarda quase dez anos para a ver tocar, ver cantar, sentir o timbre da voz, a delicada presença?
Com inesperada surpresa, soube da actuação de Tujiko Noriko no Porto apenas um dia antes da data do concerto e com a surpresa surge a incredulidade perante a novidade.
Domingo à noite na Ribeira, a névoa do rio a criar uma aura de mistério, poucas pessoas na assistência. Um ambiente íntimo, envolvente, é aquele que recebe a japonesa de Osaka.

Tujiko está de pé, corpo de boneca tímida, delicada, tão terna quanto concisa, enquanto canta em frente ao Mackintosh portátil, "Quando viajo não sei o que vou encontrar nos sítios onde toco. Esta cidade surpreendeu-me muito, é uma cidade bela".
As músicas sucedem-se demasiado rápido, a escolha recai nas melodias suaves e tranquilas de temas recolhidos um pouco por toda a sua discografia, desde o iniciático Keshou to Heitai, que remonta ao ano de 2000, ao recente Trust, editado em 2008.
Frequentemente comparada a artistas como Múm, Björk ou mesmo Fennesz, Tujiko revela uma identidade própria, um estilo minimal que Aoki Takamasa ajudou a cimentar, através da participação criativa em alguns dos seus álbuns.

No Mercedes assistimos a electrónica experimental, melodias sobrepostas em camadas etéreas. Em menos de uma hora é-nos apresentado sobretudo Trust, o recente disco editado em 2008.
Com voz suave Tujiko canta ''You're so Beautiful'', ''Pure'' e a frágil ''White'', toponímia musical delicada de uma artista que nos habituou a doces canções de embalar, que na rotina dos dias, nos envolvem e encantam.
Soube a pouco, sabe sempre a pouco, esta breve apresentação ao vivo, nesta que foi a primeira actuação de Tujiko no Porto.